Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 14/03/2025

As redes sociais revolucionaram os meios de comunicação, permitindo a troca de ideias e informações em tempo real e de qualquer lugar do mundo. No entanto, essa ascensão colaborou com o crescimento e a disseminação de discursos de ódio e intolerância nas redes. Diversas figuras públicas têm utilizado dessas plataformas com irresponsabilidade, propagando discursos intolerantes, o que causou um grande aumento de apoiadores de causas extremistas.

Um exemplo emblemático disso ocorreu em 2025, quando o cantor Kanye West, no Twitter, publicou diversos tweets com declarações de cunho antissemita, além de fazer apologias ao nazismo. As falas do cantor foram amplamente criticadas, mas não sofreram nenhum tipo de punição judicial, devido à sua posição social. Esse tipo de descaso reforça e influencia pessoas com pensamentos similares a virem a público, com discursos de intolerância e ódio, sem o medo de serem punidas.

Outro caso semelhante, envolveu a cantora Doja Cat, que já se manifestou publicamente com diversas imagens e apologias neonazistas. Um exemplo disso foi quando a cantora apareceu em suas redes sociais, usando uma camisa estampada com um artista que tem falas de cunho nazista. Após ser criticada, republicou a foto tapando a imagem da camisa, sem sofrer punições sobre esse assunto e nem por quaisquer de suas outras acusações.

Portanto, cabe à gestão das plataformas digitais, por meio do Art. 1º da Lei nº 9.459/1997, que — “Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”, — implantar restrições mais rígidas em relação ao conteúdo postado nas plataformas, com o objetivo de barrar e restringir toda e qualquer publicação voltada para a disseminação de ódio ou intolerância.