Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais

Enviada em 14/03/2025

De acordo com a Constituição Federal, promulgada em 1988, é dever do Estado garantir o bem-estar social de todos os cidadãos. Entretanto, esse direito não contempla toda a população, uma vez que a intolerância e os discursos de ódio nas redes sociais são constantemente vivenciados atualmente. Sob essa perspectiva, é necessário destacar os desafios para o enfrentamento dessa problemática.

Diante desse cenário, aponta-se a existência de uma grave desilusão em relação ao que as pessoas compartilham nas redes sociais e à realidade, o que leva muitas delas a se sujeitarem a padrões inalcançáveis. No livro “Sociedade do Espetáculo”, é retratado o estigma de uma sociedade onde a mercadoria e a aparência se tornaram mais valorizadas. De maneira análoga, ocorre um problema no país, ao presumirem comportamentos específicos de outros, as pessoas acabam deixando de lado o respeito e a empatia, em busca de padrões de vida idealizados e superficiais. Desse modo, isso contribui para o aumento dos discursos de ódio, que se espalham rapidamente, sem que as pessoas reflitam sobre as consequências dessas atitudes.

Outrossim, é importante pontuar que há, no Brasil, uma preocupante negligência do Estado diante desse entrave. Segundo Giacomo Leopardi, “nenhuma qualidade humana é mais intolerável do que a intolerância”. Sob essa ótica, casos de intolerância nas redes sociais têm sido cada vez mais frequentes, uma vez que pessoas com opiniões divergentes se ferem com comentários desrespeitosos e humilhantes — como ameaças, incitação à violência, discriminação e preconceito. Logo, é evidente a normalização desse problema por parte da sociedade e a negligência estatal em relação aos dois fatores que causam esse quadro.

Portanto, cabe à mídia brasileira — responsável por influenciar atitudes e comportamentos no território, por meio do direcionamento de verbas — criar projetos e campanhas que tratem da intolerância e do discurso de ódio nas redes sociais, a fim de contribuir para a sua erradicação. Dessa forma, o que está previsto na Carta Magna poderá ser garantido.