Intolerância e discurso de ódio nas redes sociais
Enviada em 01/04/2025
Intolerância nas redes sociais: reflexo da sociedade e má moderação das redes
Com a popularização das redes sociais nos anos 2000 e 2010, foi escancarado o problema da intolerância contra minorias. Segundo a Safernet, ONG que defende os direitos humanos na internet, entre os anos de 2010 a 2013, houve um aumento em mais de 200% nas denúncias contra páginas que propagavam intolerância contra minorias. Isso é um reflexo da intolerância já praticada pela socieade, além da má moderação feita por empresas donas de redes sociais.
Segundo o G1, houve um aumento de 24% nas denúncias de crimes de intolerância no estado de São Paulo, e, segundo o Atlas da Violência de 2023, houve um aumento nas agressões de pessoas LGBT, especialmente as negras. Além disso, as deunúncias de xenofobia, entre 2021 e 2022, aumentaram em 874%, e, entre 2022 e 2023, 252%.
Já nas redes sociais, há um percentual de 84% de postagens que tratam de forma negativa temas relacionados ao racismo, a homofobia, a misoginia, a xenofobia, etc., de acordo com monitoramento realizado pela iniciativa Comunica que Muda (CQM), da agência Nova/SB.
Logo, cabe aos governos estaduais e federal, por meio da criação de campanhas públicas e leis, combater a intolerância às minorias, e, também, cabe às empresas donas de redes sociais, através da melhora dos seus sistemas de moderação, evitar a propragação de discriminação contra minorias. Exemplos de iniciativas contra a intolerância às minorias são um aplicativo, criado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), que monitora palavras-chaves em conversas que estimulem a discriminação e/ou violência, e os canais de denúncia de crimes, como o site da Safernet, o Canal do Cidadão do Ministério Público Federal (MPF) e o Disque 100 do Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.