Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 14/08/2025

No cenário atual, marcado pela intensa digitalização, os jogos eletrônicos consolidaram-se como um dos principais passatempos dos jovens. Segundo a Newzoo (2024), o Brasil ocupa o décimo lugar entre os maiores mercados de games do mundo, com milhões de usuários ativos. Apesar de serem fontes de lazer e interação, seu uso excessivo pode gerar impactos negativos, confirmando o alerta do filósofo Aristóteles sobre o “justo meio” — a necessidade de equilíbrio em todas as ações humanas. Nesse contexto, é imprescindível discutir tanto os benefícios quanto os prejuízos que essa prática pode trazer.

Sob um viés positivo, estudos da American Psychological Association indicam que determinados jogos, especialmente os de estratégia, estimulam raciocínio lógico, tomada de decisão rápida, criatividade e coordenação motora. Além disso, plataformas multiplayer permitem interações sociais e até oportunidades de carreira no universo dos e-sports, setor que movimenta bilhões de dólares e já é reconhecido como modalidade competitiva internacional. Quando usados com equilíbrio e propósito, os games podem, portanto, atuar como instrumentos de aprendizagem e desenvolvimento de competências valiosas

No entanto, quando utilizados de forma descontrolada, os jogos eletrônicos podem causar prejuízos físicos, sociais e emocionais. O sedentarismo e os problemas posturais, por exemplo, estão entre as principais consequências, somados à dependência digital e ao isolamento social. A teoria do aprendizado social de Albert Bandura reforça o risco de exposição prolongada a conteúdos violentos, que podem influenciar comportamentos agressivos. Essa realidade é potencializada pela falta de educação midiática e de acompanhamento familiar, o que amplia a vulnerabilidade dos jovens.

Portanto, é essencial que Estado, escolas e famílias atuem juntos para promover o uso consciente dos jogos eletrônicos. Campanhas educativas, educação digital e mediação parental podem potencializar benefícios e reduzir riscos, mantendo o equilíbrio defendido por Aristóteles e formando jovens mais críticos e saudáveis.