Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 15/08/2025

Na ficção científica, o episódio “Playtest” (2016) da série Black Mirror retrata um jovem que testa um videogame de realidade aumentada tão imersivo que, gradualmente, perde a noção do que é real ou virtual. Embora seja uma narrativa fictícia, atualmente os jogos eletrônicos se tornaram parte central do lazer infantojuvenil, influenciando comportamentos, emoções e habilidades cognitivas. Diante desse cenário, surge o debate sobre quais efeitos essas experiências virtuais podem gerar nos jovens desde benefícios como estímulo à criatividade até riscos como isolamento social e dependência.

Jogos eletrônicos podem contribuir para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e sociais. A American Psychological Association (2020) aponta que jogos de estratégia e aventura estimulam a memória, o raciocínio lógico e a resolução de problemas. Títulos educativos, como Minecraft Education ou o modo Discovery Tour de Assassin’s Creed, auxiliam no aprendizado escolar de forma interativa. Já os jogos online, quando praticados com moderação, favorecem a cooperação, a comunicação e a criação de estratégias coletivas, mostrando que a experiência lúdica pode ultrapassar o entretenimento e se tornar ferramenta de desenvolvimento intelectual e social.

Por outro lado, o uso excessivo de jogos eletrônicos pode gerar prejuízos à saúde física e mental. A Organização Mundial da Saúde (2018) reconheceu o Gaming Disorder como condição caracterizada pela perda de controle sobre o tempo de jogo e impactos nas atividades diárias. Além disso, jogos com alto teor de violência, como Grand Theft Auto, despertam discussões sobre dessensibilização à agressividade e redução da empatia. O isolamento social também é um risco, pois longas horas diante das telas podem afastar o jovem do convívio familiar e presencial, afetando seu desenvolvimento emocional.

Em suma, é essencial que famílias, educadores e autoridades incentivem o uso equilibrado dos jogos eletrônicos, por meio de orientação e escolha de conteúdos adequados, a fim de potencializar benefícios e reduzir riscos. Assim, a tecnologia pode integrar-se de forma saudável à rotina dos jovens, favorecendo seu desenvolvimento integral sem comprometer saúde ou relações sociais.