Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 16/08/2025

Os jogos eletrônicos têm ocupado espaço cada vez maior no cotidiano dos jovens, seja como forma de lazer, socialização ou até de profissionalização. No entanto, o excesso de tempo diante das telas desperta preocupações sobre os impactos dessa prática no desenvolvimento físico, social e emocional. Dessa forma, torna-se necessário refletir tanto sobre os benefícios quanto sobre os riscos envolvidos, a fim de propor caminhos que incentivem o equilíbrio.

Sob uma perspectiva positiva, pesquisas da Universidade de Oxford indicam que os jogos, quando praticados de forma moderada, favorecem o raciocínio lógico, a coordenação motora e a cooperação em equipe. Além disso, o crescimento dos esportes eletrônicos abre novas possibilidades de carreira, movimentando um mercado milionário e oferecendo oportunidades para jovens que, muitas vezes, não encontram espaço em modalidades esportivas tradicionais.

Em contrapartida, há riscos evidentes quando o uso se torna excessivo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu em 2019 o vício em games como um transtorno, ressaltando os efeitos nocivos do hábito prolongado, como isolamento social, queda no rendimento escolar e problemas de saúde física. A ausência de acompanhamento familiar e de políticas públicas específicas tende a potencializar esses prejuízos, transformando uma atividade de lazer em fator de vulnerabilidade.

Para enfrentar tais desafios, o poder público, em parceria com escolas e famílias, deve promover campanhas educativas e palestras sobre saúde digital, estimulando o uso equilibrado dos jogos. O objetivo é garantir que os jovens usufruam dos benefícios dos games sem comprometer seu desenvolvimento. Complementarmente, o incentivo a jogos educativos e a projetos de e-sports escolares pode transformar esse universo em ferramenta de aprendizado e inclusão.