Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 21/05/2026
Diferente de outros tipos de entretenimento, como filmes, séries e livros, os jogos eletrônicos proporcionam ao indivíduo uma realidade alternativa, a qual é possível tomar suas próprias decisões, resolver por si mesmo os problemas e criar seu enredo. Nesse contexto, percebe-se infinitas aplicações dessa ferramenta na educação, que hoje carece de contextualização e proximacão da realidade do aluno. Entretanto, Entretanto, deve-se ter cautela quanto ao uso excessivo dos jogos, visto que alguns jovens os utilizam como forma de fuga da realidade.
A princípio, os videogames podem ser usados como uma ferramenta de ensino aos jovens atuais. Por exemplo em certas faculdades de arquitetura, o ensino utiliza-se do jogo Minecraft para a realização de trabalhos ou exemplificações, pois o jogo possibilita a criação de estruturas de forma criativa e livre. Dessa forma, esse caso é uma clara demonstração pratica das ideias do Paulo Freire, segundo as quais uma uma educação de qualidade se contextualiza atravez da realidade do aluno. nesse sentido o jogo funciona como simulção do ambiente que sera aplicavel ao conteudo.
Ademais, o uso excessivo do jogo como forma de realidade acaba distanciando os jovens do convívio em sociedade. Após a aplicação da chamada “lei Felca” que busca restringir a comunicação entre pessoas de diferentes faixas etárias em plataformas de jogos, a plataforma Roblox recebeu críticas de parte do público mais jovem. Nesse contexto, percebe-se que tais restrições podem ser interpretadas por alguns jovens como uma limitação de um espaço no qual eles se sentem confortáveis para interagir, especialmente porque muitos já enfrentam dificuldades nas relações sociais presenciais. Assim, quando os jogos passam a substituir e não complementar essas interações, podem intensificar ainda mais esse afastamento do convívio social.
Destarte, cabe ao Estado, por meio do Poder Executivo e do Ministério da Educação, promover programas de integração social nas escolas, com oficinas e atividades presenciais que estimulem o convívio entre os jovens. Dessa forma, busca-se reduzir o uso dos jogos como escapismo sem ignorar seu potencial educativo.