Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 07/10/2019
Nas mãos de um criminoso
Conforme o físico Albert Einstein, a tecnologia é como um machado nas mãos de um criminoso. Na atualidade, esse pensamento se configura na presença excessiva de jogos eletrônicos na rotina dos jovens, que podem desenvolver uma série de problemas, sejam eles sociais ou físicos. Diante disso, analisar as origens e os efeitos desse impasse é medida que se impõe no Brasil.
Precipuamente, convém explicitar um caso denunciado no seriado da Rede Globo, “Malhação”, em que o personagem João deixa de praticar as atividades diárias para jogar videogame, provocando complicações em sua vida social. Esse contexto é uma realidade entre muitas crianças e adolescentes, os quais, segundo o jornal online G1, chegam a passar 8 horas diárias em entretenimentos virtuais. Situações como essas implicam diretamente na capacidade do jovem de inserir-se na sociedade, uma vez que ações como dialogar, brincar e conviver são substituídas pelos abundantes jogos tecnológicos. Outrossim, de acordo com o sociólogo John Locke, “O homem nasce como uma folha em branco”, o que destaca a importância do público mais novo de se relacionar com a comunidade, já que encontra-se em vultoso processo de aprendizagem e amadurecimento.
Ademais, vale mencionar que esse tipo de tecnologia, quando em demasia, provoca também diversos entraves na plenitude física do indivíduo, sobretudo das crianças, que estão em acelerada fase de crescimento. São consequências desse hábito cibernético vieses como o sedentarismo e a obesidade, os quais, como exposto pelo Ministério da Saúde, atingem cerca de 13% das crianças brasileiras. Além disso, um estudo feito pela Universidade de Toronto aponta que a falta de exercícios no dia a dia aumenta o risco de diabetes em 91%, além de outras patologias como câncer de útero e de cólon. Nesse ínterim, é evidente que a saúde do cidadão é amplamente comprometida pela presença exacerbada dos jogos eletrônicos no cotidiano.
Dado o exposto, portanto, urge que o referido imbróglio seja erradicado do país. Para fomentar a relação interpessoal entre os mais novos, os responsáveis devem delimitar a carga horária dos filhos frente aos aparelhos virtuais, mediante supervisão regular e diálogo amigável. Somado a isso, cabe ao Ministério da Saúde, junto ao da Educação, incluir nas escolas projetos que incentivem a prática de esportes e atividades corpóreas entre o grupo juvenil, com a finalidade de diminuir os efeitos negativos da inatividade física supracitada. Dessa forma, possibilitar-se-á desassociar a máxima de Einstein do cenário brasileiro.