Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 10/10/2019
Desde a criação da Teoria dos Jogos, desenvolvida pelo matemático John Nash, entende-se que os melhores benefícios para um grupo só ocorrem quando um participante age pensando no outro. No entanto, quando se observa as barreiras que urgem para jovens profissionais conseguirem emprego, no Brasil hodierno, verifica-se que esse ideal matemático é constatado na teoria e não, desejavelmente, na prática. Isso se deve, sobretudo, ao modelo econômico adotado pelo Governo e ao ineficiente sistema educacional. Logo, são necessárias mais ações do Poder Público e da sociedade civil, visando ao enfrentamento dessa situação.
Nesse sentido, é inquestionável que o fator legislativo e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com a Constituição de 1988, é objetivo fundamental, da República Federativa do Brasil, construir uma sociedade livre, justa e solidária, promovendo o bem de todos. Perante essa sóbria ponderação, é possível perceber que o modelo econômico neoliberal rompe essa harmonia, tendo em vista a adaptação das leis trabalhistas para satisfazer os anseios das grandes corporações, em detrimento dos direitos dos trabalhadores. Isso potencializa a dificuldade de inserção dos jovens em empresas, pois estas, como buscam apenas lucros, executam péssimas políticas de remuneração profissional.
Por outra perspectiva, nesse preocupante contexto relativo às dificuldades de ingresso no mercado de trabalho no País, destaca-se o sistema educacional como impulsionador do problema. A esse respeito, a máxima associada ao sociólogo Durkheim afirma que o fato social consiste em maneiras de agir, de pensar e de sentir que exercem determinada força sobre os indivíduos, obrigando-os a se adaptar às regras da sociedade onde vivem. A lógica desse pensador do século XIX é extremamente atual e atesta a perenidade do cenário educacional, uma vez que as escolas e universidades mecanizam o comportamento humano, inviabilizando toda a capacidade criativa dos indivíduos, a qual poderia tornar o corpo docente mais heterogêneo.
Torna-se evidente, portanto, que ainda há entraves para viabilizar um panorama mais saudável na sociedade. Destarte, urge que o Governo, junto às Instituições Educativas, não só reorganize prioridades e dívida responsabilidades nesse assunto, por meio de políticas públicas, com o fito de estabelecer a melhoria na estrutura pública de lazer, mas também institua, nas próprias escolas, palestras, oficinas e debates, por intermédio de professores e psicólogos especializados, abordando uma temática especificamente social, a fim de que os jovens consigam desenvolver uma consciência crítica sobre esses entretenimentos, evitando vícios patológicos.