Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 16/10/2019

A Terceira Revolução Industrial foi um fenômeno geográfico responsável por difundir diversos tipos de tecnologias como, por exemplo, a dos jogos eletrônicos, que são muito atrativos para a juventude contemporânea. Embora seja um meio de entretenimento, o uso dos videogames, quando não moderado, pode trazer prejuízos à saúde e ao desenvolvimento como um todo do jovem. Em cenários como esse, então, medidas se tornam imprescindíveis para resolver a problemática.

Em primeiro lugar, é válido salientar que os jogos melhoram a capacidade cognitiva e de tomada de decisões. Isso porque esses podem ser utilizados na melhoria da educação de modo a tornar a aprendizagem mais dinâmica e eficiente. No entanto, problemas começam a surgir quando o jovem passa a preferir o videogame a qualquer outra atividade de sua vida. Como consequência, o tempo prolongado na mesma posição leva ao sedentarismo e ao desencadeamento de doenças como a diabetes e problemas cardíacos.

Ademais, segundo a Organização Mundial da Saúde, já é considerado distúrbio mental o vício em jogos eletrônicos. Tal informação representa um problema pra sociedade brasileira, visto que não existem, na maior parte das escolas, programas que visem instruir sobre o uso adequado das tecnologias e seus efeitos, fator importante na resolução dessa questão, dado que, segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele. Além disso, a utilização de elementos educativos pode promover o aparecimento do senso crítico no jovem e, com isso, diminuir a influência que os videogames possam exercer sobre ele.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para que a juventude contemporânea possa utilizar os jogos eletrônicos de forma adequada e eficiente, urge que o Ministério da Educação, mediante o direcionamento de impostos, crie projetos que visem instruir sobre os usos corretos da tecnologia e seus efeitos, por meio de feiras periódicas, nas escolas, que seriam organizadas por professores e psicólogos, de modo a contar com a participação dos jovens e seus pais em aulas teóricas e dinâmicas sobre o tema. Dessa maneira, o Brasil pode avançar mais um passo no caminho para o desenvolvimento.