Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 14/01/2020
Na Antiga Roma, a população já buscava por meios de entretenimento, na qual se divertiam através de batalhas forçadas entre gladiadores até a morte. Na contemporaneidade, tal barbárie não ocorre mais, todavia há grandes dificuldades em garantir a inclusão social dos jovens compulsivos por jogos eletrônicos, devido ao bullying e o preconceito constante nos ambientes escolares, esse jovem passa a buscar uma forma de refúgio, consequentemente, entrando em um isolamento total, além disso, a ineficiência das políticas públicas, garante à falta de atenção do Estado a questão.
Inicialmente, um entrave, é a mentalidade retrógada de parte da população, que age como se os jovens compulsivos por jogos eletrônicos não fosse um problema psicológico. De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais de 79% dos jovens mundiais que sofrem de distúrbio de games, sofreram bullying ou preconceito no ambiente escolar. Desse modo, verifica-se que o bullying - seja por uma característica fenotípica distinta ou pela falta de vínculos de amizades verdadeiras - é o maior causador da exclusão social dos alunos no ambiente escolar, mostrando, que a sociedade continua com entretenimentos não favoráveis as todas as classes sociais, assim como na Antiga Roma, porém, apenas mais dissimulado.
Outro desafio enfrentado pelos jovens com distúrbio de games, é a falta de políticas públicas que garanta o auxílio a inclusão social desse grupo tão excluído, a sensação de completo abandono é a parte mais difícil para o juvenil que está aperfeiçoando sua saúde mental. De acordo com o pensamento do filósofo e sociólogo Habermas, " Incluir não é só trazer para perto para perto, mas também respeitar e crescer junto com o outro.", enquanto o Estado e a escola não garantirem o respeito e os direitos iguais para as pessoas com distúrbios psicológicos, além de, não buscar novas políticas públicas para o desenvolvimento de uma boa saúde mental, tal minoria continuará sofrendo práticas discriminatórias ou isolamento social.
Tem-se a necessidade, portanto, de que medidas cabíveis sejam postas em prática, com o intuito de garantir o acesso pleno ao sistema educacional, o Ministério da Educação, em parcerias com as instituições de ensino, deve promover campanhas midiáticas para toda a população brasileira, em praças públicas, redes sociais, jornais televisão e rádio, alertando sobre o bullying, preconceito e distúrbios que causam o isolamento social. Também existe a necessidade de criação por meio do Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde, novas políticas públicas para o acompanhamento psicológico em instituições de ensino, assim garantindo o aperfeiçoamento psicológico durante o decorrer dos anos, logo, garantindo igualdade para esse grupo tão reprimido.