Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 19/09/2020
De acordo com a Primeira Lei de Newton, um corpo tem tendência a permanecer em seu estado natural, ou seja, em repouso, caso não haja forças externas capazes de modificá-lo de posição. Dessa forma, assim como na Física, a sociedade tende a reproduzir atitudes atuais, tal como o vício na tecnologia, já que se encontra em inércia. Nesse cenário, vale destacar os impactos gerados através da criação de um mundo fantasioso nos jogos e da busca pela transferência da vida real para a virtual.
Em primeiro plano, cabe mencionar a política do Pão e Circo, regida na Grécia Antiga. Durante o evento, autoridades romanas buscavam promover espetáculos a fim de entreter a população, visando o apaziguamento diante dos problemas sociais. De modo similar, a tecnologia influencia a criação de um mundo abstrato, tal como o jogo “The Sims”, capaz de simular a vida real, conferindo ações humanas a personagens virtuais.
Outrossim, vale salientar que no verso “Viver é quase um jogo”, citado na música “Vida Real”, interpretada por Paulo Ricardo, torna-se evidente, portanto, a busca pela transmissão do universo real para o imaginário, comparando ambos, em detrimento da fuga da realidade. Assim, de acordo com Zygmunt Bauman, a sociedade atual sofre com o fenômeno das “relações sociais liquidas”, onde há fluidez nos vínculos afetivos, visto que os jovens, se sentem mais acolhidos pelos jogos do que pela própria família.
Mediante ao exposto, infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas a fim de minimizar os vícios em jogos. Nesse contexto, faz-se necessário que a sociedade, juntamente com o Estado, promova palestras, explicativas e de metodologia participativa, visando transmitir conhecimentos a população, de modo com que seja compreendido os riscos da transferência dos problemas pessoais para o mundo virtual. Desse modo, será capaz de retirar a sociedade da inércia e garantir a redução nos transtornos intelectuais.