Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 20/09/2020

Na animação japonesa “ sword art online “, é retratada a história de Kirito, um jovem que passa seus dias jogando videogames e que em um dado momento encontra um jogo em especial, que ao ser jogado, acaba o transportando fisicamente ao mesmo universo do mesmo, provendo assim um ressignificado a vida do garoto, que agora terá que viver, conviver e sobreviver perante todo esse novo mundo. Esse é exatamente o sentimento que alguém que joga videogames procura. Entretanto, é necessário atenção para que a linha entre diversão e vício, não se torne tênue, e consequentemente, transforme algo benéfico, em algo nocivo. Com a escassez de formas de lazer, é compreensível que um jovem divinize uma, e acabe a tornando um vício destrutivo. Aliando isso ao descaso e muito das vezes, a anuência dos pais, se tem a fórmula perfeita para um cenário de completo caos.

Primordialmente, com um leque de diversas opções de lazer, é possível variar entre diversas fontes, porém, quando as opções são ínfimas, a tendência é se apegar a poucas das possibilidades, ou até mesmo, apenas uma. Não é necessariamente destrutivo quando isso ocorre, porém, passa a ser quando não enxergamos o mundo ao nosso redor e aquilo que deveria tomar apenas uma porção do nosso tempo, dedicação e vida, acaba se tornando um vício extremamente degradante. Os videogames são grandes vilões a respeito disso, pois além de serem altamente difundidos, acarretam um dos grandes males do século XXI: o sedentarismo. É comum ver crianças e adolescentes obesos, e um dos maiores responsáveis é o videogame.

Ademais, há algumas pessoas que pensam se beneficiar nesse processo: os pais. Um pensamento nada incomum na atualidade é o de que “prefiro que meu filho esteja em casa jogando videogame do que na rua, exposto a algum tipo de maldade”, enquanto na verdade, esse pensamento em si é maldoso e egoísta. Pais superprotetores ou displicentes conseguem enxergar apenas a comodidade em não ter que se preocupar com o ambiente em que o filho se faz presente, mas ignoram totalmente o que ele está fazendo e passando, e quais os tipos de benefícios e malefícios aquilo o proporciona.

Portanto, é mister que o Estado e a família tomem providências para amenizar a probabilidade do quadro supracitado se realizar. Para uma conscientização do problema, urge que o Ministério da Cultura junte forças ao Ministério do Esporte, e promovam a criação e divulgação de atividades de lazer inclusivas para todo o tipo de público, para que aja possibilidades variadas de atividades para todos. Somando isso a conscientização dos pais a respeito de como seus filhos gastam seu tempo com videogames, e o quão perto pode estar de uma simples forma de diversão se tornar algo prejudicial, certamente um cenário de equilíbrio entre qualidade de vida e diversão, seria recorrente.