Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 07/10/2020

O aplicativo “Duolingo” é um jogo virtual que visa o ensino de línguas estrangeiras, o que contribui para o desenvolvimento cognitivo de seus consumidores. Entretanto, na contemporaneidade, grande parte dos jogos eletrônicos não agregam nada de positivo na vida dos jovens. Ademais, o vício em videogames pode prejudicar a saúde dos jogadores e, consequentemente, fazer necessário um maior investimento, por parte do Estado, em hospitais. Logo, é imprescindível a elaboração de medidas para solucionar a problemática.

Primeiramente, vale salientar que para Belinda Parmar, especialista na área da tecnologia, a maioria dos conteúdos eletrônicos consumidos são considerados “tecnologia lixo”, isto é, não proporcionam nenhuma experiência benéfica aos usuários. Outrossim, para a tecnóloga Parmar, jogos digitais podem favorecer para a banalização da violência. Isso pode ser comprovado com o estudo realizado por um psicólogo da Universidade Estadual de Iowa: jovens precisavam oferecer pimenta às pessoas e aqueles que tiveram contato com jogos virtuais ofereciam uma maior quantidade do alimento aos outros. Em suma, fica evidente que a “tecnologia lixo” pode influenciar negativamente para a formação de caráter dos jovens, evitando, assim, o desenvolvimento do sentimento de empatia.

Em segunda análise, é relevante citar a reportagem do “Domingo espetacular” sobre a influência dos jogos eletrônicos na vida dos jovens brasileiros, visto que foi retratado os prejuízos causados à saúde, como obesidade, problemas de visão e sedentarismo. Sob essa perspectiva, as consequências dos jogos virtuais interferem diretamente na economia do país, pois este precisará disponibilizar maior verba governamental para a área da saúde. O assunto em questão está ao encontro da fala de Drauzio Varella, em seu canal do YouTube, já que para o médico os indivíduos não preservam a sua saúde e depois procuram um hospital público para tratar da sua doença que poderia ser evitada, o que gera um gasto desnecessário para o Estado. Por conseguinte, é necessário que os adolescentes entendam a gravidade do vício em videogames tanto para a saúde quanto para os gastos do governo.

Diante do exposto, com intuito de sanar as consequências negativas causadas pelos jogos eletrônicos, o Ministério da Educação necessita promover campanhas socioeducativas, por meio de palestras sediadas em instituições de ensino. Essas palestras devem ser administradas por psicólogos e médicos competentes para expor aos adolescentes os prejuízos que esses jogos causam à saúde e como isso pode contribuir para os gastos desnecessários do país. Ademais, é importante que incentivem os jovens a consumirem conteúdos de caráter educativo, porque, dessa forma, a “tecnologia lixo” ganhará menos destaque em detrimento de jogos positivos, como, por exemplo o Duolingo.