Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 27/11/2020

As novas invenções tecnológicas advindas da Revolução Técnico-Científica-Informacional, trouxe em meados do século XX, importantes avanços para o campo da robótica e da informática. No entanto, apesar dessas tecnologias terem trazido inúmeros benefícios, em contrapartida, tornaram a sociedade mais vulnerável e dependente de suas ferramentas, a exemplo do vício em jogos eletrônicos, responsável por causar danos à saúde e a vida sociofamiliar do indivíduo. Nesse sentido, convém analisar os principais efeitos e possíveis medidas relacionadas a esse viés social.

Em primeira análise, cabe ressaltar que o vício em jogos eletrônicos é classificado como um problema de saúde mental pela Organização Mundial da Saúde(OMS). Tal assertiva pode ser explicada pelo fato do jovem perder totalmente o controle sobre a frequência e intensidade de horas destinadas ao uso de vídeogames, computadores e celulares para fins de jogos, de modo a priorizá-los em detrimento de outras atividades do seu dia-a-dia. Dessa forma, o mesmo, desenvolve uma extrema compulsão pelos games, o que consequentemente pode gerar diversos transtornos emocionais e psíquicos, tais como a irritabilidade, a depressão e a insônia.

Outrossim, nota-se que o vício em games pode prejudicar a relação do indivíduo com o meio social em que vive. Acerca disso, vale destacar o conceito de ‘‘Modernidade Líquida’’ do sociólogo Zygmunt Bauman, no qual ele afirma que as relações interpessoais da contemporaneidade tornaram-se efêmeras e menos concretas. Essa premissa pode ser evidenciada na sociedade brasileira, tendo em vista a influência nociva dos jogos no comportamento do viciado, uma vez que por jogar durante muito tempo, o jovem se isola de seus familiares e amigos, por encontrar no mundo virtual a fuga da realidade e de seus problemas.

Destarte, considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para coibir esse entrave. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde criar centros de reabilitação, sob o oferecimento de apoio psicológico, objetivando identificar e tratar fatores que reforçam o vício. Junto a isso, é imprescindível que a família, em parceria com a escola, minimizem essa dependência dos jovens, mediante o incentivo da prática de outras atividades ocupacionais, como as esportivas, os passeios ao ar livre e a cooperação nas tarefas de casa, a fim de afastá-los dos games. Só então, será factível superar esse quadro preocupante no país.