Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 26/11/2020
A partir do século XX a tecnologia passou por avanços inimagináveis, um deles foi a criação dos jogos eletrônicos. Tais produtos adquiriram grande popularidade com o decorrer do tempo, principalmente entre o público adolescente. No entanto, nota-se que existe uma falta de fiscalização acerca do conteúdo dos jogos que podem, muitas vezes, apresentar agressividade e atos ilícitos. Ademais, é perceptível que o vício em videogames tornou-se uma realidade preocupante, haja vista que essa condição pode afetar toda a qualidade de vida de um indivíduo. Sendo assim, faz-se essencial a análise dessas problemáticas e os efeitos ocasionados por elas.
Em primeiro lugar, é importante salientar que a quantidade de jogos violentos existentes é elevada e o acesso a esse tipo de tema pode influenciar os jovens negativamente. Segundo um estudo realizado pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, jogar videogames com violência pode causar aumento potencial de agressividade pelos usuários. Logo, percebe-se que os indivíduos são possivelmente capazes de fazer mal para si e para as pessoas que os cercam. Desse modo, é fundamental que ocorra a vistoria dos jogos antes de disponibilizá-los para a venda, com o objetivo de evitar a comercialização de mercadorias que trazem malefícios para o ser humano.
Além disso, a dependência aos jogos tem se agravado atualmente, o que contribui para uma série de consequências para a pessoa afetada. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o vício em jogo eletrônico é reconhecido como uma doença, que pode levar, dentre outros fatores, à obesidade, depressão, problemas de socialização e ansiedade. Todavia, quando utilizado de maneira saudável o videogame pode ser uma forma de trabalho, onde o indivíduo joga e grava para postar em plataformas de streaming, como o Youtube e a Twitch, para obter lucros com a quantidade de visualizações dos vídeos, as pessoas que trabalham assim são chamadas de “Gamers”. Dessa forma, devem ser criadas campanhas de conscientização sobre o mal uso de jogos eletrônicos, além de ensinar como usá-los para o bem pessoal.
Depreende-se, portanto, a necessidade da tomada de medidas que solucionem os entraves supracitados. Para tanto, cabe ao Estado, com o auxílio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações averiguar os conteúdos dos jogos, por meio de processos fiscalizatórios antes de vendas, a fim de permitir apenas jogos sem agressividade. Outrossim, é dever do governo federal formular campanhas educativas a respeito dos pontos positivos e negativos dos jogos, com o intuito de diminuir a dependência causada por eles. Assim, essa criação feita no século XX terá somente efeitos positivos na vida dos jovens brasileiros.