Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 13/01/2021
De acordo com a “Lei da inércia”, de Isaac Newton, um corpo tende a permanecer em um certo movimento e sentido, até que uma força contrária atue sobre ele. Nesse viés, alguns dos efeitos causados por jogos eletrônicos aparentam convergir ao postulado do físico, uma vez que a problemática trazida pelo vício no uso pode causar tanto problemas de saúde e desempenho, quanto dificuldades no desenvolvimento ético infantil, urgindo, dessa forma, a atuação de uma força que modifique sua tragetória, direcionando-a a uma solução.
A priori, é imperioso ressaltar que os vídeo games apresentam vantagens, tais como o melhoramento da capacidade lógica e motora. Porém, o uso exacerbado acarreta uma quantidade menor de horas dedicadas às alimentações saudáveis, práticas de exercícios físicos e relações interpessoais. Nesse contexto, a saúde e o rendimento escolar, somados a socialização são prejudicados. Desse modo, tal cenário vai de encontro à teoria de “Justa medida”, do filósofo grego Aristóteles, pois, segundo o pensador, o ser humano só é feliz a partir de boas condutas, que consistem em agir com prudência e evitar excessos.
Sob outro ângulo, é imperativo pontuar que a virtude ética, sobretudo, das crianças, também é prejudicada com o conteúdo, diversas vezes, violento. Essa conjuntura ocorre, pois, a exposição demasiada às imagens bárbaras, tornam-nas banais e retiram o componente empático dos infantes perante o sofrimento alheio, o qual passa a ser vil. Dessa forma, tendo em vista que a empatia pressupõe a ética - baseada no conceito de bem coletivo -, os menores crescem sendo desrespeitosos aos preceitos de tal ramo da filosofia.
Depreende-se, portanto, que caminhos devem ser tomados para aproximar os problemas de suas soluções efetivas. Dessarte, com o intuito de mitigar os efeitos deletérios dos jogos eletrônicos, necessita-se que a família - primeira instituição na qual o indivíduo se insere e recebe educação - oriente e controle o uso excessivo de jogos, impondo limites aos infantes e adolescentes, a fim de mantê-los saudáveis e evitar o consumo de imagens atrozes. Isso pode ocorrer por meio da criação de rotinas equilibradas, que consistem em horários definidos para se alimentar, socializar e praticar atividades físicas. Além disso, a escolha dos conteúdos é imprescindivel e deve consistir em na substituição de jogos violentos, por educacionais, por exemplo. Assim, a geração presente e futura tornar-se-ão pessoas mais responsáveis com a própia saúde, e os preceitos éticos não serão afetados.