Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 09/07/2021
Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão ao corpo social brasileiro, ainda que a tecnologia tenha contribuido para o surgimento dos jogos eletrônicos, todavia existem obstáculos a serem superados, uma vez que os estímulos cognitivos podem ser afetados pelo vício. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito do uso excessivo dos vídeos games, bem como a apropriação dos jogos em idade inadequada acaba por contribuir com a situação atual.
Em primeira análise, segundo o filósofo Zygmunt Bauman, para definir o mundo globalizado, afirma que as relações sociais tendem a ser menos douradoras e frequentes, priorizando os prazeres instantâneos. Desse modo, em consonância à realidade, sabe-se que o uso excessivo dos jogos eletrônicos podem prejudicar os vínculos sociais, uma vez que esse hábito recorre ao isolamento, em busca da distração. Tanto que, de acordo com a Pesquisa Game Brasil, em 2020, constatou-se que 73,4% da população utiliza algum jogo para o entretenimento. Desse modo, cabe ao Poder Público incentivar medidas para garantir o uso moderado dos jogos, já que a interação do homem com a tecnologia tende a ser forte, com o intuito de preservar pela saúde física e mental.
Sob um segundo enfoque, vale ressaltar que os aplicativos vêm se tornando cada vez mais integrada à vida das pessoas e, dessa maneira, não é possível romper com esse tipo de interação. Além do mais, devido a isso, nota-se um melhoramento das funções cognitivas de quem possui a doença de Parkinson, a partir dos vídeos games, segundo o Portal dos Idosos. No entanto, é evidente que a tecnologia contribui para as habilidades do conhecimento e executivos, mas a apropriação dos jogos em idade inadequada e sem orientação favorece no prejuizo de problemas futuros, como o comportamento introspectivo. Por isso, é preciso que o Governo garanta um monitoramento da compra desses jogos, para que a venda ocorra de forma correta.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, projetos no Comitê de Segurança, sendo administrados por profissonais da informática, para que os pais sejam orientados na Escola, a fim de garantir o monitoramento dos filhos. Diante disso, será possível entender os riscos que o uso excessivo dos aplicativos podem causar, impedindo a recorrência aos jogos. Além disso, cabe ao Estado criar uma lei, para efetivar a venda dos jogos a partir da idade adequada, a fim de evitar a apropriação de uma criança aos jogos violentos, por exemplo.