Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 08/10/2021

O filme “Jogador Nº1” retrata uma realidade distópica em que os personagens esquecem da vida real e se viciam em um jogo chamado OASIS, onde vivem uma vida completamente virtual. Infelizmente, fora da ficção, a valorização de jogos eletrônicos em detrimento das demais atividades na vida em sociedade se pontua como um problema a ser resolvido, uma vez que os jovens estão cada vez mais dependentes da tecnologia. Logo, é necessária uma discussão mais efetiva sobre a negligência da sociedade, do Estado e o impacto do uso excessivo dos jogos na vida dos usuários.

Cabe analisar, de início, o impacto da negligência Estatal e da sociedade frente à problemática. Desse modo, o jornalista Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de papel” destaca que a legislação é ineficaz, visto que, embora aparente ser completa na teoria, muitas vezes, não se concretiza na prática. Prova disso, é a escassez de políticas públicas satisfatórias voltadas para manter o bem-estar dos jovens viciados em jogos eletrônicos, tendo em vista que o art. 227 da Constituição Cidadã afirma que é dever da familia, do Estado e da sociedade garantir o bem-estar das crianças e dos adolescentes. Nesse viés, é nítido que, muitas vezes, a sociedade e o Estado negligenciam os jovens viciados, haja vista que a falta de amparo por parte dos responsáveis que não monitoram atividade dos filhos nos aparelhos eletrônicos e por parte do Estado que não oferece trataramento adequado pelo Sistema único de saúde para tratar doenças provocadas pelos jogos, colaboram para a manutenção do problema.

Outrossim, vale ressaltar o pensamento do escritor George Orwell:" homem é tão bom quanto seu desenvolvimento tecnológico o permite ser".Dessa maneira, o escritor afirma que a tecnologia é extremamente benéfica quando usada de maneira adequada, pois a mesma gera entretenimento. Entretanto, o uso exagerado coloca em risco a saúde mental dos indivíduos e traz sérios problemas psicológicos, como depressão, ansiedade, crise do pânico, além de influenciar no comportamento dos jovens. Logo, os jogos eletrônicos usados com moderação são usados como válvulas de escape para os jovens, mas seu uso excessivo deve ser minimizado de imediato, com o intuito de evitar sérios danos ao usuários.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar o problema. Para isso,cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Informações, em parceria com o Ministério da Educação, promoverem palestras de maneira dinâmica, com profissionais da área que expliquem o quão maléfico é o uso excessivo dos jogos eletrônicos e quais as consequêcias para a saúde dos indivíduos, a fim de influenciar os jovens a dimininuir o vício. Assim, doenças serão minimizadas, o art. 277 estará de fato sendo assegurado e os malefícios da tecnologia serão suavizados.