Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 11/07/2023

O Art.227 da Constituição Federal Brasileira de 1988 evidencia o dever da família, da sociedade e do Estado na garantia, ao adolescente e jovem, do direito à dignida-de ao bem-estar. Entretanto, o uso excessivo de jogos eletrônicos, na atual reali-dade brasileira, coloca em risco tais direitos. Dessa maneira, é imprescindível anali-sar os efeitos do uso de tais aparatos tecnológicos como o surgimento de proble-mas de saúde coletiva dos jovens e a banalização de atos violentos no atual século.

Diante desse cenário, o desenvolvimento de jogos eletrônicos de alta modernida-de contribuiu, infelizmente, no aumento de casos de sedentarismo na população jovem do país. Nessa perspectiva, de acordo com o escritor George Orwell: " O homem é tão bom quanto seu desenvolvimento tecnológico permite ser", tal frase demonstra o grandioso potencial das novas tecnologias, como os videogames, de causar malefícios para a sociedade. Com isso, o alto número de adolescentes viciados em jogos eletrônicos- 28% dos jovens brasileiros, segundo pesquisa da Universidade de São Paulo- contribui no surgimento de problemas físicos, como obesidade e artrite, e psicológicos, como depressão e ansiedade decorrentes do isolamento social.

Ademais, a existência de jogos extremamente violentos no comércio de “games” corrobora o surgimento de jovens cada vez mais violentos e impulsivos. Sob essa análise, segundo a filósofa Hannah Arendt, a sociedade está inserida na banalização do mal, a qual consiste na normalização de atos considerados errôneos no ponto de vista ético, social e ambiental. Dessa forma, a disseminação de jogos eletrônicos sem a censura de violências pode ser considerada uma banalização, pois permite a normalização de atos agressivos e a moldagem do comportamento de jovens.

Portanto, medidas são necessárias para reverter esse cenário. Cabe ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços promover mudanças na venda de videogames no comércio brasileiro, por meio da etiquetagem, nos jogos, dos diversos malefícios à saúde causados pelo uso sem moderação de tais aparatos e a proibição da venda de jogos extremamente violentos para menores de idade. Tudo isso a fim de garantir o direito ao bem-estar presente na Constituição de 1988.