Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 17/08/2023
Vídeogames: linha tênue entre diversão e vício
Em um episódio da série “Black Mirror”, dois amigos encontram-se hiper focados em uma experiência imersiva de jogo, assim, viciados na realidade virtual. Bem como essa distopia audiovisual, diversos jovens brasileiros não são capazes de definir os horários de “console” com discernimento. Desse modo, é necessário entender a experiência eletrônica como algo que pode impulsionar a criatividade do indivíduo e como algo que pode gerar dependência.
Primeiramente, videogames podem aflorar o senso criativo do jovem e, a depender do jogo, desenvolver diferentes habilidades. Nessa perspectiva, a empresa Mojang elaborou uma versão educativa de seu aplicativo mais famoso, o Minecraft Education, que é extremamente utilizado no âmbito escolar justamente por impulsionar a imaginação do aluno. Logo, os “games” tornam-se aliados dos professores ao manter o estudante focado por mais tempo.
Em contrapartida, sem a supervisão adequada, os jovens começam a exagerar no tempo de tela, o que compromete a qualidade de vida. Quanto maior a exposição aos jogos maior a chance de desenvolver problemas de visão, perder noites de sono e sedentarismo. Nessa lógica, a série documental “Bebês em foco” argumenta, segundo especialistas, que quanto mais novo o contato da criança com tablets e celulares maiores serão as dificuldades do desenvolvimento de habilidades motoras.
Portanto, é necessário uma maior conscientização para um bom impacto dos jogos eletrônicos. Desse modo, urge a movimentação da Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação para a produção de companhas publicitárias divulgadas por meio de televisão e rádio a fim de que os responsáveis cuidem e vigiem o tempo de conteúdo dos menores. Assim, o uso será responsável e o divertimento possibilitado sem o vício dos personagens de Black Mirror.