Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 14/08/2025

Na contemporâneidade, a imersão dos jovens no universo dos jogos eltrônicos tornou-se um fenômeno muito comum e de crescente complexidade. Longe de serem meros passatempos, os “games” passam a se tornar prejudiciais a partir do momento que deixam de ser um momento de lazer e se tornam a atividade com maior prioridade entre as outras. Contudo, medidas são necessárias a fim de mitigar tal problemática.

Por um lado, os games funcionam como potentes ferramentas para o desenvolvimento de capacidades cognitivas e sociais. Muitos jogos exigem raciocínio lógico, resolução de problemas e tomada de decisões rápidas, aprimorando o intelecto de seus usuários. Além disso, no ambiente online, floresce o que o filósofo Pierre Lévy chama de “inteligência coletiva”, onde jogadores colaboram em guildas e equipes, desenvolvendo comunicação, liderança e trabalho em grupo para superar desafios comuns, construindo laços sociais que extrapolam as barreiras físicas.

Por outro lado, a imersão excessiva nos universos digitais apresenta riscos significativos. A ficção, como no livro “Jogador Nº 1” de Ernest Cline, alerta para uma realidade em que o mundo virtual se torna mais atraente que o mundo físico, servindo de fuga para as adversidades cotidianas e levando à negligência de responsabilidades. Essa alienação pode acarretar no sedentarismo, em prejuízos ao rendimento escolar e no distanciamento das interações presenciais, essenciais para o amadurecimento emocional.

Diante do exposto, os efeitos dos jogos eletrônicos são ambivalentes e demandam equilíbrio. Para tanto, é fundamental que as famílias, com o suporte de psicólogos e educadores, promovam o diálogo aberto sobre o uso saudável dos games, estabelecendo limites de tempo e incentivando a diversificação de atividades. Ademais, cabe à mídia e às empresas de tecnologia a criação de campanhas de conscientização que alertem para os perigos do uso desmedido, além de desenvolverem jogos que incentivem habilidades sociais e cognitivas de forma positiva, a fim de que a juventude possa usufruir dos benefícios do mundo virtual sem se tornar prisioneira dele.