Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 15/08/2025
O avanço da tecnologia, os jogos eletrônicos se tornaram um dos principais passatempos dos jovens. Apesar de seu potencial educativo e recreativo, o uso excessivo pode causar dependência, isolamento social e queda no rendimento escolar. Além disso, a falta de orientação familiar e de políticas públicas eficazes agrava o problema, deixando muitos adolescentes expostos a riscos à saúde mental e física. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o “transtorno por uso de videogame” já é reconhecido como condição de saúde mental. A série Black Mirror, por exemplo, retrata como tecnologias imersivas podem influenciar comportamentos e relações humanas. Com isso, torna-se urgente que o Estado e a sociedade atuem para mitigar tais efeitos.
Diante desse cenário, para reduzir os impactos dos jogos eletrônicos, o Ministério da Educação (MEC) deve atuar de forma preventiva. O órgão pode promover campanhas que alertem sobre o uso equilibrado dessas tecnologias. A Lei nº 13.935/2019, que garante psicólogos nas escolas, pode auxiliar na identificação precoce de casos de dependência. Além disso, palestras e oficinas com especialistas orientariam pais e alunos sobre riscos e limites. Essa integração entre família e escola fortalece a prevenção e garante um ambiente mais saudável aos jovens.
De segundo plano, a medida é incentivar atividades que estimulem socialização e prática esportiva. Pierre Bourdieu afirma que o capital cultural influencia hábitos e escolhas dos jovens. Programas como o “Esporte na Escola” podem atrair quem passa muitas horas jogando. Parcerias com centros culturais e ONGs ampliam o acesso a oficinas e eventos. Essas iniciativas ajudam a reduzir a dependência digital. Além disso, promovem hábitos mais equilibrados e saudáveis.