Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 15/08/2025

Segundo Platão, na obra “A República”, as atividades de lazer devem contribuir para a formação moral e intelectual do indivíduo. Nesse sentido, o uso de jogos eletrônicos pelos jovens, quando não mediado de forma equilibrada, pode gerar impactos significativos em sua saúde física, emocional e social, configurando-se como um desafio contemporâneo no território brasileiro.

É incontestável que os aspectos familiares e governamentais estejam entre as principais causas dos efeitos negativos que os jogos eletrônicos podem gerar. De acordo com o artigo 227 da Constituição Federal, é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, direitos que garantam seu desenvolvimento pleno. No entanto, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o vício em jogos eletrônicos já é reconhecido como um transtorno, revelando a necessidade de maior atenção a esse fenômeno.

Da mesma forma, evidencia-se a influência cultural e educacional como impulsionadora do problema. O psicólogo Jean Piaget, ao estudar o desenvolvimento cognitivo, destacou que as interações no ambiente moldam a aprendizagem e o comportamento. Entretanto, diante do aumento do tempo de exposição às telas, muitos jovens substituem experiências sociais reais por virtuais, o que pode comprometer habilidades socioemocionais e provocar isolamento.

O combate a essa realidade deve envolver o Governo, por meio de campanhas de conscientização e regulamentação de conteúdos, e as escolas, com projetos que incentivem o uso equilibrado da tecnologia e estimulem atividades presenciais, garantindo que os jogos eletrônicos sejam um recurso de lazer saudável e não um fator de risco para o desenvolvimento juvenil.