Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 13/08/2025

Os jogos eletrônicos, amplamente difundidos na era digital, tornaram-se um dos principais meios de entretenimento entre jovens no Brasil. Embora possam estimular habilidades cognitivas, raciocínio lógico e coordenação motora, o uso excessivo ou inadequado dessas mídias pode gerar impactos negativos, como isolamento social, sedentarismo e até exposição a conteúdos violentos. Esse cenário exige atenção, tanto no âmbito familiar quanto nas políticas públicas, para que os benefícios superem os riscos.

Segundo dados da Pesquisa Game Brasil (PGB) de 2024, mais de 70% dos jovens brasileiros jogam regularmente, sendo que muitos dedicam mais de quatro horas diárias à atividade. Esse dado reflete o conceito do filósofo Aristóteles sobre o “justo meio”: o equilíbrio entre prazer e moderação, que, quando rompido, pode causar prejuízos físicos e mentais. O excesso de tempo diante das telas, aliado à ausência de orientação, pode contribuir para problemas como ansiedade e queda no rendimento escolar.

Além disso, estudos realizados pela Fiocruz apontam que a exposição prolongada a jogos com conteúdo violento pode aumentar comportamentos agressivos em jovens mais vulneráveis. Embora não seja correto generalizar, é inegável que a falta de acompanhamento familiar e educacional cria um ambiente propício para que influências negativas do universo virtual se manifestem no mundo real. A ausência de debates sobre uso consciente da tecnologia nas escolas agrava a situação.

Diante disso, o Ministério da Educação deve inserir nas escolas programas sobre uso responsável dos jogos, com palestras e atividades práticas conduzidas por psicólogos e especialistas. Já o Ministério da Saúde, em parceria com ONGs, deve criar campanhas para orientar famílias sobre limites e conteúdos adequados. Portanto, informação e acompanhamento são essenciais para que os jogos sejam aliados do desenvolvimento juvenil.