Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 14/08/2025

O filósofo Aristóteles, defendia o conceito da “justa medida”, segundo o qual virtudes emergem quando se evita o excesso e a carência. Tal perspectiva é pertinente para compreender a influência dos jogos eletrônicos na juventude contemporânea. Embora possam estimular habilidades, seu uso descontrolado está associado a prejuízos. Essa dualidade evidencia que a questão não se limita a classificá-los como benéficos ou nocivos, mas a entender como o uso consciente pode potencializar benefícios e minimizar riscos.

Sob a ótica dos riscos, o uso excessivo dessa forma de entretenimento pode acarretar consequências significativas. A Organização Mundial da Saúde alerta para o sedentarismo e para o gaming disorder, distúrbio caracterizado pelo comprometimento da vida social e acadêmica devido à dependência de jogos. Além disso, a exposição prolongada às telas contribui para problemas como fadiga visual, distúrbios do sono e isolamento social, este último agravado pela substituição de interações presenciais por vínculos exclusivamente virtuais.

Por outro lado, em contexto moderado, os jogos eletrônicos oferecem benefícios expressivos. Pesquisa da Universidade de Oxford revela que determinados títulos estimulam o raciocínio lógico, a tomada de decisões rápidas e a coordenação motora fina. Ademais, ambientes virtuais colaborativos promovem habilidades socioemocionais, como comunicação e trabalho em equipe, e, em ambientes educacionais, recursos gamificados elevam o engajamento e favorecem a aprendizagem de forma lúdica e interativa.

Diante disso, é imperativo potencializar as vantagens e reduzir os riscos do uso de jogos eletrônicos. Para tanto, famílias devem estabelecer limites de tempo e orientar quanto ao conteúdo consumido; escolas podem promover palestras sobre uso consciente da tecnologia; e políticas públicas devem incentivar a criação de jogos educativos e a integração entre práticas digitais e atividades físicas. Assim, será possível harmonizar lazer, desenvolvimento e saúde, garantindo que os jogos se tornem aliados, e não ameaças, à formação dos jovens.