Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 12/08/2025
No livro Homo Ludens, Johan Huizinga defende que o ato de jogar é inerente ao ser humano. No cenário atual, os jogos eletrônicos se tornaram parte marcante da rotina juvenil, impulsionados pela internet e pelos avanços tecnológicos. Esses recursos, entretanto, apresentam um caráter ambivalente: podem estimular habilidades cognitivas e sociais, mas também gerar prejuízos físicos e emocionais quando utilizados de forma excessiva.
Em seu aspecto positivo, os jogos contribuem para o desenvolvimento de competências como raciocínio lógico, tomada de decisões rápidas e coordenação motora. Estudos publicados na revista Nature indicam que jogos de estratégia e simulação favorecem a resolução de problemas complexos. Além disso, modalidades multiplayer e competições de eSports, como o League of Legends World Championship, promovem cooperação, disciplina e comunicação — habilidades valorizadas no mercado de trabalho.
Entretanto, o uso descontrolado pode trazer efeitos negativos. O documentário Screenagers alerta para problemas como sedentarismo, distúrbios do sono e ansiedade, enquanto a OMS reconheceu o gaming disorder como transtorno ligado à perda de controle sobre o tempo de jogo. Essa condição pode resultar em isolamento social e queda no desempenho escolar, afetando o desenvolvimento pleno dos jovens.
Portanto, os jogos eletrônicos, embora possuam potencial educativo e social, requerem moderação e acompanhamento. Cabe a famílias e escolas estabelecer limites de tempo, escolher conteúdos adequados e incentivar atividades presenciais e físicas. Dessa forma, é possível aproveitar seus benefícios sem comprometer o bem-estar e a formação da juventude.