Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 15/08/2025
“Os jogos eletrônicos são o novo teatro do século XXI”, afirmou Jane McGonigal, destacando seu impacto na vida dos jovens. De fato, esses jogos podem ser ferramentas de entretenimento e desenvolvimento cognitivo, mas também apresentam riscos significativos quando usados de forma excessiva. Entre os efeitos mais debatidos estão a estimulação da coordenação e raciocínio lógico, por um lado, e a potencial exposição à violência e isolamento social, por outro.
Segundo dados do IBGE, cerca de 70% dos jovens brasileiros entre 12 e 17 anos jogam videogames regularmente, o que demonstra a popularidade dessa prática. Jogos educativos e de estratégia podem favorecer habilidades cognitivas, como tomada de decisão e resolução de problemas, além de incentivar a cooperação em modos multiplayer. Esses efeitos positivos, contudo, dependem de limites de tempo e orientação adequada por parte de familiares e escolas.
Por outro lado, o mesmo levantamento aponta que 35% dos jovens passam mais de três horas diárias em jogos eletrônicos, o que aumenta o risco de sedentarismo, distúrbios de sono e problemas de socialização. Além disso, títulos com conteúdo violento podem influenciar comportamentos agressivos, sobretudo em adolescentes em fase de formação da personalidade. Esse quadro evidencia a necessidade de um uso equilibrado e supervisionado para evitar impactos negativos à saúde física e mental.
Diante disso, é essencial que o governo, em parceria com escolas, promova programas educativos nas plataformas digitais, com o objetivo de orientar pais e jovens sobre os riscos e benefícios dos jogos eletrônicos. As iniciativas podem incluir tutoriais interativos, palestras virtuais e guias de tempo de tela recomendado, buscando conscientizar a população e incentivar hábitos saudáveis. Ao adotar essas medidas, será possível transformar o entretenimento digital em uma ferramenta de aprendizado e desenvolvimento seguro para os jovens.