Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 15/08/2025

A sociedade contemporânea é marcada pela expansão tecnológica e pela presença cada vez mais intensa dos jogos eletrônicos no cotidiano dos jovens. Essa forma de entretenimento, antes restrita a espaços específicos, tornou-se acessível a qualquer momento, por meio de computadores e smartphones. Diante desse cenário, surge o debate sobre os efeitos dessa prática: estariam os jogos eletrônicos contribuindo para o desenvolvimento cognitivo ou agravando problemas comportamentais e de saúde

De um lado, estudos apontam que os jogos podem estimular habilidades como raciocínio lógico, coordenação motora e tomada de decisões rápidas. Jogos de estratégia, por exemplo, exigem planejamento e trabalho em equipe, o que pode ser benéfico para o desenvolvimento social e intelectual. A presença de competições virtuais, como os e-sports, ainda oferece oportunidades profissionais e promove inclusão digital, conectando pessoas de diferentes culturas.

Por outro lado, o uso excessivo de jogos eletrônicos pode trazer riscos à saúde física e mental. O sedentarismo, decorrente de longas horas em frente às telas, favorece o desenvolvimento de problemas posturais e obesidade. Além disso, jogos com conteúdo violento podem influenciar comportamentos agressivos ou dificultar o controle emocional, sobretudo em jovens com menor acompanhamento familiar. Nesse sentido, a psicóloga Jean Twenge alerta que o tempo excessivo em frente às telas pode estar relacionado a índices mais altos de ansiedade e depressão na juventude.

Portanto, é necessário buscar um equilíbrio no uso dos jogos eletrônicos. Escolas e famílias devem promover a educação midiática, orientando os jovens a selecionar conteúdos adequados e administrar o tempo de jogo. O Estado, por sua vez, pode investir em campanhas de conscientização e criar espaços públicos de lazer que incentivem também atividades físicas. Assim, será possível aproveitar o potencial positivo dos jogos eletrônicos, minimizando seus impactos negativos e contribuindo para a formação de cidadãos críticos e saudáveis.