Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 15/08/2025

Com o avanço da globalização e das tecnologias, o contato com novas culturas tornou-se cada vez mais intenso, permitindo que hábitos, informações e produtos circulem de forma imediata pelo mundo. Nesse contexto, os jogos eletrônicos, que antes eram mais restritos, tornaram-se comuns e acessíveis a jovens de diferentes idades e realidades socioeconômicas. Embora possam proporcionar benefícios, como o desenvolvimento de habilidades, o uso excessivo ou inadequado desses jogos pode desencadear efeitos negativos, como isolamento social, sedentarismo e impactos na saúde mental, sendo um problema atual a ser discutido.

Em primeiro plano, no Brasil, uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) aponta que 25,3% dos adolescentes entrevistados apresentam dependência de tecnologias. Tal dado evidencia a gravidade do uso excessivo, especialmente de jogos eletrônicos, no qual o uso prolongada no ambiente virtual tende a reduzir o contato social presencial, favorecendo o isolamento e dificultando a comunicação interpessoal. Ademais, essa prática frequentemente leva os jovens a negligenciarem atividades essenciais para seu desenvolvimento físico, social e acadêmico.

Em segundo plano, o uso excessivo de jogos eletrônicos pode impactar significativamente a saúde mental dos jovens. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2018 o “transtorno por uso de videogames” é reconhecido como uma condição clínica, caracterizada por perda de controle sobre o tempo de jogo. Esse probelma pode desencadear sintomas como ansiedade, irritabilidade e até depressão, agravados pelo isolamento social e pela redução da interação presencial.

Portanto, diante desses problemas, é necessário que o Ministérios da Saúde - órgão responsável pela saúde do país -, juntamente ao Ministério da Educação - órgão resposável pela educação - promova programas educativos nas escolas que orientem sobre o uso das tecnologias, por meio de palestras e atividades que incentivem hábitos saudáveis. Assim, será possível reduzir os impactos negativos, garantindo que os jogos sejam uma fonte de lazer, e não um risco à saúde e ao desenvolvimento dos jovens.