Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 11/08/2025
Lançado em 2017, o jogo Free Fire rapidamente se tornou um dos mais populares entre os jovens brasileiros. De maneira análoga, os jogos eletrônicos em geral exercem grande influência sobre esse público. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o vício causado pelo excesso de tempo de jogo e a manipulação psicológica a que alguns jovens podem ser expostos.
Em primeira análise, evidencia-se o vício causado pelo excesso de tempo de jogo. Sob essa ótica, levantamento da We Are Social e DataReportal (2024) aponta que o Brasil é o 4º país do mundo em tempo médio diário gasto em jogos, com mais de 1h30 por dia. Esse hábito pode prejudicar o rendimento escolar, afastar do convívio social e causar problemas físicos, como sedentarismo. Dessa forma, o consumo sem controle de jogos pode trazer prejuízos à saúde e ao desenvolvimento dos adolescentes.
Além disso, destaca-se o risco da manipulação psicológica e da chantagem no ambiente virtual. Casos como o “Baleia Azul” mostram como indivíduos mal-intencionados podem criar desafios virtuais para controlar e influenciar emocionalmente jovens vulneráveis. Nesse contexto, a reflexão do filósofo Jean-Jacques Rousseau “a juventude é o tempo de estudar a sabedoria; a velhice, o de praticá-la” reforça que mentes em formação são mais suscetíveis a esse tipo de influência. Portanto, essas ameaças digitais exigem atenção de famílias e autoridades.
Diante disso, torna-se essencial adotar medidas para diminuir os riscos que os jogos eletrônicos podem causar aos jovens. Cabe ao Ministério da Educação e ao Ministério da Justiça promover campanhas de conscientização e implementar projetos educativos, por meio de palestras nas escolas e fiscalização das plataformas digitais, para que os jovens aprendam a jogar de forma equilibrada e segura. Assim, jogos como Free Fire poderão continuar sendo fontes de entretenimento, sem representar riscos ao bem-estar dos adolescentes.