Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 15/08/2025
Em 2015, a Organização das Nações Unidas estabeleceu um dos compromissos globais mais importantes da atualidade: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, composta por 17 objetivos, entre eles o compromisso com a saúde e bem estar mental. Todavia, o uso de aparelhos eletrônicos impede q os jovens vivenciem essa meta estabelecida pela ONU. Sendo assim, cabe analisar X e Y como os propulsores dessa problemática.
Nesse contexto, a omissão da sociedade é um problema a ser combatido. Conforme o conceito de “silenciamento social”, desenvolvido por Martha Medeiros, evita-se debater temas delicados para manter a estabilidade coletiva. Sobre isso, percebe-se que a questão do uso de aparelho eletrônicos para jogos de forma irresponsável é negligenciada para que não seja preciso lidar com as consequências, como sedentarismo, vicio e isolamento social. Logo, o silêncio social perpetua a desinformação e dificulta a cobrança por mudanças efetivas, agravando a exclusão dos jovens.
Ademais, observa-se que a lacuna no sistema de educação potencializa essa conjuntura. Segundo Paulo Freire, educador brasileiro, a educação é um instrumento de desenvolvimento da consciência crítica que favorece o protagonismo da população. Porém, tal papel tem sido falho no vicio dos jovens em relaçao aos aparelhos eletrônicos, já que as escolas não ensinam os jovens a ter um controle sobre seus vícios. Um exemplo dessa realidade ocorreu. Em 2018, a Organização Mundial da Saúde incluiu o “transtorno por uso de jogos eletrônicos” na Classificação Internacional de Doenças, destacando o crescimento global de casos. Contrariando o ideal de Paulo Freire.
Fica evidente, portanto, a necessidade de intervir no vicio dos jovens em jogos eletrônicos. Para tanto, o Ministério da Educação- responsável pela educação dos jovens- precisa implementar programas de educação digital e conscientização sobre uso saudável de jogos. Isso deve ser feito por meio de campanhas educativas e oficinas interativas nas escolas, a fim de diminuir o uso do celular na vida dos jovens, e melhorar a qualidade de vida. Feito isso, será possível alinhar o cenário nacional às metas propostas pela ONU em 2015.