Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 15/08/2025
Segundo Hipócrates, médico grego considerado o “pai da medicina”, “o excesso de qualquer coisa é prejudicial”, pensamento que se aplica ao cenário atual de consumo de jogos eletrônicos entre jovens. Nos últimos anos, o avanço tecnológico e a popularização de consoles e computadores tornaram os games parte central do lazer juvenil, transformando hábitos sociais e formas de aprendizado. É necessário, portanto, refletir sobre a importância da moderação no tempo de jogo e do incentivo a atividades presenciais, que se mostram essenciais para o equilíbrio físico, psicológico e social dessa geração.
Ademais, controlar o tempo dedicado aos jogos eletrônicos é fundamental para evitar impactos negativos na saúde física e mental, pois o sedentarismo prolongado pode gerar problemas posturais, fadiga ocular e distúrbios do sono. Pesquisas da Organização Mundial da Saúde indicam que sessões de jogo superiores a três horas diárias aumentam o risco de ansiedade e reduzem o desempenho escolar, o que reforça a importância de pausas regulares e de limites claros impostos por pais ou responsáveis.
Além disso, estimular atividades presenciais amplia habilidades sociais e previne o isolamento que o uso excessivo de jogos eletrônicos pode provocar. Experiências como práticas esportivas, aulas de artes e eventos culturais favorecem a socialização e o desenvolvimento emocional, e programas escolares que incentivam essas atividades já apresentam resultados positivos no engajamento dos jovens fora do ambiente virtual.
Por conseguinte, compreender os efeitos dos jogos eletrônicos nos jovens requer atenção à moderação do tempo de uso e ao estímulo de vivências presenciais. Nesse sentido, o Ministério da Educação, em parceria com secretarias municipais, pode promover campanhas educativas e oficinas de lazer ativo, utilizando escolas e redes sociais como meios, com a finalidade de conscientizar famílias e estudantes sobre o uso equilibrado dos jogos e suas alternativas de entretenimento. Dessa forma, retomando a reflexão de Hipócrates sobre os excessos, é possível projetar um futuro no qual os jovens utilizem a tecnologia de forma saudável e construtiva, garantindo um desenvolvimento pleno e harmonioso.