Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 11/08/2025

No cenário contemporâneo, os jogos eletrônicos se tornaram parte central da vida juvenil, influenciando aspectos cognitivos e comportamentais. A pesquisa TIC Kids Online (2023) aponta que 93% dos jovens brasileiros entre 9 e 17 anos jogam regularmente, o que demonstra o alcance dessa prática. De um lado, estudos da Universidade de Oxford (2020) indicam que jogos estratégicos podem aumentar em até 13% a capacidade de tomada de decisão rápida, além de estimular coordenação motora e raciocínio lógico. De outro, a American Psychological Association alerta que o tempo excessivo de tela, acima de três horas diárias, pode elevar os níveis de ansiedade e reduzir o desempenho escolar.

Apesar dos benefícios, há riscos evidentes. O relatório da Organização Mundial da Saúde (2022) classifica o “gaming disorder” como transtorno, atingindo cerca de 3% dos jogadores no mundo. Entre os impactos negativos, destacam-se isolamento social, sedentarismo, distúrbios do sono e problemas de postura, reforçados por um levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (2021), que revelou aumento de 17% em queixas musculoesqueléticas entre adolescentes que passam mais de cinco horas diárias em frente a telas. Além disso, dados da Global Web Index mostram que 41% dos jovens brasileiros afirmam ter substituído atividades físicas por horas de jogo, o que intensifica o problema.

Diante desse cenário, torna-se necessário equilibrar o uso dessa tecnologia. O Ministério da Educação, em parceria com secretarias estaduais e influenciadores digitais, poderia implementar campanhas educativas sobre tempo saudável de jogo, além de promover torneios de e-sports com limitação de horas e integração com atividades físicas. Essa medida, aliada à oferta de espaços públicos para esportes e lazer, preservaria os benefícios cognitivos dos games, reduzindo seus riscos e garantindo um desenvolvimento mais saudável para a juventude.