Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 13/08/2025
No cenário contemporâneo, a rápida evolução tecnológica, que se intensificou desde a Revolução Industrial e aprimorou-se com a criação dos primeiros videogames na década de 1970, trouxe consigo dilemas sociais complexos. Se, por um lado, essas inovações prometem entretenimento e progresso, por outro, levantamos a questão sobre os perigos do uso descontrolado. A série “Black Mirror”, por exemplo, ilustra um futuro distópico no qual a tecnologia, ao invés de libertar, aprisiona o indivíduo, expondo de forma crítica os riscos do vício e da dependência digital.
Nesse contexto, é fundamental analisar os perigos dos jogos eletrônicos para os jovens. Em 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu o vício em jogos eletrônicos como um transtorno, o que pode trazer sérios problemas para a saúde mental. Esse vício é causado, principalmente, pela liberação excessiva de dopamina no cérebro, um órgão ainda em formação. A superestimulação, aliada à quantidade de informações e estímulos visuais presentes nos jogos, pode dificultar a concentração, causar desinteresse pela realidade e levar a quadros de depressão, já que o usuário se acostuma com a gratificação instantânea e se torna incapaz de lidar com o tédio e as obrigações da vida real.
Desse modo, para mitigar os riscos e promover um uso mais saudável dos jogos, é crucial que as empresas desenvolvedoras de jogos e as plataformas de videogame implementem medidas de conscientização e controle. A sugestão é a adoção de limites de tempo para o uso, com alertas automáticos que informem os jogadores sobre o tempo de tela. Além disso, as empresas devem criar campanhas de conscientização dentro dos próprios jogos, educando os usuários sobre os riscos do vício e incentivando o equilíbrio entre a vida virtual e a real. Essa abordagem ajudaria a construir uma comunidade mais responsável e saudável, que saiba utilizar a tecnologia a seu favor, sem se tornar refém dela.