Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 16/08/2025
Com o avanço da tecnologia, os jogos eletrônicos tornaram-se parte significativa da vida de milhões de jovens em todo o mundo. Segundo pesquisa da consultoria Newzoo (2022), o Brasil ocupa a 10ª posição no ranking global de consumo de games, com mais de 90 milhões de jogadores ativos. Esse cenário evidencia não apenas a popularidade da prática, mas também a necessidade de refletir sobre os efeitos que os jogos eletrônicos podem gerar na juventude. Sob esse viés, é possível afirmar que tais recursos podem trazer benefícios cognitivos e sociais, mas também riscos quando utilizados de maneira excessiva.
Em primeira análise, de acordo com estudo da Universidade de Rochester (EUA), jogadores frequentes apresentam maior capacidade de concentração, raciocínio lógico e tomada de decisões rápidas. Jogos de estratégia, por exemplo, estimulam o planejamento e a solução de problemas, enquanto os de ação podem aprimorar a coordenação motora e a percepção espacial. Dessa forma, é possível afirmar que, quando praticados de maneira equilibrada, os games atuam como instrumentos que contribuem para o desenvolvimento intelectual, preparando os jovens para desafios acadêmicos e até mesmo profissionais.
Entretanto, não se pode ignorar os efeitos negativos quando há uso descontrolado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu, em 2019, o “transtorno por uso de jogos eletrônicos” em sua classificação internacional de doenças, reconhecendo que a prática excessiva pode provocar dependência, isolamento social e prejuízos no rendimento escolar. Além disso, jogos com alto teor de violência, quando consumidos sem acompanhamento, podem dessensibilizar os jovens diante de situações agressivas, afetando sua forma de lidar com conflitos no cotidiano. Assim, observa-se que a falta de limites e orientação pode transformar uma ferramenta de lazer em um fator de risco para a saúde mental e social.