Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 16/08/2025

O líder sul-africano Nelson Mandela afirmou que “depois de escalar uma grande montanha, só se percebe que há muitas outras a escalar”, destacando que o pro-gresso social é um processo contínuo. Sob essa ótica, os efeitos dos jogos eletrôni-cos nos jovens insere-se em um cenário alarmante no Brasil, pois, apesar de avan-ços, ainda há obstáculos a se enfrentar. Portanto, é possível afirmar que essa pro-blemática ocorre, principalmente, como a falta de acompanhamento familiar e pe-dagógico quanto ao consumo de games e da ausência de políticas públicas eficazes que conciliem lazer digital e educação crítica, exigindo ações efetivas.

Nesse viés, é essencial destacar que a carência de orientação familiar e escolar atua como um fator principal para a perpetuação do problema. Sob essa perspec-tiva, Geraldo de Paiva, presidente do Conselho Federal de Educadores e Pedago-gos, ressaltam a necessidade de campanhas educativas que orientem pais e res-ponsáveis sobre os riscos do contato precoce com conteúdos violentos. Isso evi-dencia que, sem acompanhamento devido, os jovens podem desenvolver compor-tamentos impulsivos ou dificuldade em distinguir realidade de ficção. Com isso, observa-se que a estrutura social vigente ainda carece de medidas eficientes.

Além disso, é imprescindível destacar que a ausência de políticas públicas vol-tadas à conscientização digital também contribui significativamente para o agrava-mento do cenário. Nesse contexto, estudos como o realizado pela Universidade do Estado de Iowa mostram que jogos violentos podem estimular reações impulsivas, embora não haja comprovação direta de relação com crimes. Ignorar esse fator compromete os avanços e reforça desigualdades já existentes, como a exclusão di-gital e a falta de acesso a práticas de lazer seguras e educativas.

Portanto, faz-se necessário que o Estado, por meio do Ministério da Educação e do Ministério da Cultura, implemente campanhas de conscientização digital, em parceria com escolas e famílias, com o objetivo de orientar sobre o uso responsá-vel dos jogos e promover espaços de diálogo sobre seus efeitos. Além disso, a in-serção obrigatória de psicólogos e orientadores educacionais nas instituições de ensino deve ser fortalecida, prevenindo consequências negativas relacionadas ao excesso de jogos. Dessa maneira, poderá ter uma sociedade mais crítica.