Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 16/08/2025

No filme “Detona Ralph”, a narrativa acompanha um personagem de videogame que busca mudar sua imagem de vilão, explorando temas como aceitação, perseverança e impacto das ações no coletivo. Embora fictícia, a trama dialoga com a realidade contemporânea, em que os jogos eletrônicos exercem influência crescente na vida dos jovens, tanto no lazer quanto na formação de habilidades e comportamentos. Nesse cenário, torna-se relevante discutir os impactos negativos, como a agressividade e o prejuízo à socialização, que podem afetar aqueles expostos a esse tipo de entretenimento.

Primeiramente, é preciso reconhecer que o excesso de exposição a determinados jogos, especialmente os de conteúdo violento, pode moldar padrões de comportamento. Isso ocorre porque, ao passar horas imerso em narrativas competitivas e agressivas, o jovem tende a normalizar tais condutas e a reduzir a sensibilidade diante de situações de conflito. Esse fenômeno, somado à ausência de diálogo familiar e ao uso sem orientação, favorece o isolamento social e compromete habilidades de convivência no ambiente escolar, estabelecendo um ciclo de distanciamento e incompreensão mútua.

Por outro lado, é necessário compreender que os jogos eletrônicos não se limitam ao risco da violência. Sob a perspectiva de John Dewey, filósofo pragmatista, “a experiência lúdica pode ser uma poderosa ferramenta educativa, pois o aprendizado ocorre de forma mais efetiva quando o indivíduo interage ativamente com o conteúdo”. Assim, games bem estruturados podem estimular o raciocínio lógico, a capacidade de resolução de problemas e até o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.

Dessa forma, para equilibrar riscos e benefícios, é fundamental que o Ministério da Educação, em parceria com instituições de saúde, desenvolva programas educativos voltados a orientar pais e jovens sobre o uso responsável de jogos eletrônicos. Além disso, as escolas podem incluir oficinas de educação digital que incentivem o senso crítico e promovam escolhas saudáveis de entretenimento, garantindo que essa forma de lazer seja utilizada de maneira construtiva e segura.