Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 15/08/2025
No filme “Jogos de Guerra” (WarGames), o adolescente David, em vez de se concentrar nos estudos, insere-se profundamente no mundo dos games, chegando até a quase desencadear uma guerra ao interferir em sistemas militares por meio de um jogo. Essa narrativa metafórica evidencia como os jogos eletrônicos podem não só exercer fascínio sobre os jovens, mas também transbordar o limite do entretenimento e interferir em aspectos cognitivos, sociais e morais.
Entretanto, os jogos podem promover benefícios significativos quando usados com propósito. Títulos que demandam estratégia, como visto em “WarGames”, estimulam o raciocínio lógico, a análise tática e a tomada de decisões sob pressão, habilidades valiosas não apenas no ambiente acadêmico, mas também no mundo profissional. Além disso, muitos jogos incentivam a cooperação e a comunicação em tempo real, formando comunidades e desenvolvendo competências sociais, como trabalho em equipe e liderança, aptidões essenciais na contemporaneidade.
Além disso, o uso desmedido pode acarretar sérios prejuízos. Estudos da Organização Mundial da Saúde reconhecem o chamado “transtorno do uso de jogos eletrônicos” como uma condição que pode levar ao isolamento social, sedentarismo e desinteresse por atividades do mundo real. Em paralelo, uma das pessoas mais vuneráveis a esse tipo de situação é aqueles com menor sociabilidade ou sem suporte social robusto.
Portanto, é imprescindível promover práticas equilibradas que maximizem os aspectos positivos dos jogos e mitiguem os riscos. A escola e os responsáveis devem atuar em conjunto: as instituições de ensino podem incorporar jogos educativos na aprendizagem, estimulando o engajamento e a construção de competências cognitivas e colaborativas. Ao mesmo tempo, pais e responsáveis devem estabelecer limites claros. É necessário o uso equilibrado e consciente dos jogos pode transformar-os em aliados do desenvolvimento juvenil, não em armadilhas perigosas.