Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 15/08/2025

No cenário contemporâneo, os jogos eletrônicos se tornaram uma das principais formas de entretenimento entre jovens, influenciando hábitos, comportamentos e até processos de aprendizagem. Estudos da Universidade de Oxford apontam que, quando utilizados de forma moderada, eles podem desenvolver habilidades como raciocínio lógico, coordenação motora e criatividade, especialmente em jogos de estratégia e construção, como “Minecraft”. Essa perspectiva dialoga com a Teoria do Flow, de Mihály Csíkszentmihályi, que ressalta a importância de atividades desafiadoras e prazerosas para o desenvolvimento humano.

Entretanto, o uso excessivo e sem orientação pode gerar impactos negativos. Em 2018, a Organização Mundial da Saúde classificou o “gaming disorder” como transtorno, caracterizado pela perda de controle e prejuízos acadêmicos e sociais. Além disso, pesquisas da American Psychological Association alertam para o risco de dessensibilização à violência em jogadores expostos continuamente a conteúdos agressivos. Tal cenário confirma a ideia de Marshall McLuhan, segundo a qual a tecnologia, embora conecte pessoas, também dissemina padrões nocivos com a mesma intensidade.

Diante disso, é fundamental adotar medidas que potencializem os benefícios e minimizem os prejuízos dos jogos eletrônicos. Famílias e escolas podem promover a educação midiática, orientando quanto ao tempo de uso e à escolha de conteúdos adequados. O poder público, por sua vez, pode criar campanhas de conscientização e incentivar o desenvolvimento de jogos educativos, utilizando o entretenimento como ferramenta pedagógica.

Portanto, os jogos eletrônicos não são inerentemente benéficos ou prejudiciais, mas dependem do modo como são inseridos no cotidiano juvenil. Ao estimular um consumo equilibrado e crítico, será possível aproveitar seu potencial formativo, garantindo que contribuam para a construção de jovens criativos, conscientes e emocionalmente saudáveis concretizando, assim, a virtude do equilíbrio defendida por Aristóteles.