Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 15/08/2025
Na série Black Mirror, o episódio “Playtest” mostra um jovem testando um jogo de realidade aumentada que, ao manipular suas emoções, o leva a consequências trágicas. A obra levanta reflexões sobre os limites entre o real e o virtual, expondo como a imersão nos jogos pode afetar o comportamento humano. Fora da ficção, observa-se que os jogos eletrônicos têm causado efeitos relevantes nos jovens brasileiros, tanto positivos, como o desenvolvimento de habilidades cognitivas, quanto negativos, como o vício e o isolamento social.
Por um lado, os games, quando usados com moderação, podem aprimorar a atenção, a memória e a tomada de decisões rápidas. Jogos de estratégia, por exemplo, estimulam o raciocínio e o pensamento crítico. Nesse sentido, a reflexão de Aristóteles, “a virtude está no meio”, evidencia a importância do equilíbrio. Em um país como o Brasil, onde o acesso a métodos inovadores de ensino ainda é limitado, os jogos podem servir como ferramentas educativas eficazes se forem bem orientados.
Por outro lado, o uso excessivo e sem supervisão pode gerar sérios prejuízos. A dependência digital afeta a saúde mental, prejudica a socialização e compromete o desempenho escolar. Schopenhauer dizia que “o homem pode fazer o que quer, mas não pode querer o que quer”, ou seja, muitos jovens perdem o controle sobre seus próprios hábitos diante da lógica viciante dos jogos. Isso é agravado pela falta de políticas públicas voltadas à educação digital e apoio psicológico acessível no país.
Portanto,convém combater o Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens, diante disso cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, implementar um programa nacional de orientação tecnológica nas escolas públicas. A ação deve ocorrer por meio de oficinas mensais com psicólogos e pedagogos, que promovam debates e atividades sobre o uso equilibrado dos jogos. O objetivo é prevenir vícios, estimular o uso educativo e conscientizar pais e alunos. Assim, será possível transformar os jogos eletrônicos em aliados do desenvolvimento, e não em ameaças ao bem-estar dos jovens.