Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 16/08/2025
Os jogos eletrônicos consolidaram-se como um elemento central na cultura juvenil contemporânea, representando muito mais do que simples entretenimento. Esse universo digital, contudo, é palco de um intenso debate sobre seus efeitos no desenvolvimento dos jovens. De um lado, aponta-se para o aprimoramento de habilidades importantes; de outro, alertam-se os riscos do uso excessivo. Diante dessa dualidade, é crucial analisar os impactos positivos e negativos dos games para promover um uso consciente e equilibrado.
Quando utilizados com moderação, os jogos eletrônicos podem ser ferramentas benéficas ao desenvolvimento cognitivo e social. Muitos jogos de estratégia exigem raciocínio rápido, planejamento e resolução de problemas, aprimorando a capacidade de tomar decisões ágeis. Além disso, no campo social, os jogos online multiplayer promovem o trabalho em equipe, a liderança e a comunicação, permitindo que jovens desenvolvam habilidades de cooperação para atingir objetivos comuns. Essa interação, mesmo que virtual, cria comunidades e fortalece laços, combatendo a noção de que todo jogador é isolado.
Em contrapartida, o uso descontrolado de videogames acarreta sérios riscos. O vício em jogos, já reconhecido como “gaming disorder” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é uma realidade preocupante. Essa condição é caracterizada pela perda de controle e pela priorização dos jogos em detrimento de outras atividades essenciais, como estudos, sono e interações sociais. O uso excessivo pode levar ao isolamento, ansiedade, sedentarismo e distúrbios do sono. Diante disso, a supervisão parental é indispensável. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomenda que responsáveis limitem o tempo de tela — que para adolescentes entre 11 e 18 anos não deve ultrapassar 2 a 3 horas diárias — e monitorem o conteúdo acessado, garantindo que a experiência seja segura e saudável.