Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 14/08/2025
Nos últimos anos, os jogos eletrônicos consolidaram-se como uma das principais formas de entretenimento juvenil, favorecidos pelo avanço tecnológico e pela ampla acessibilidade às plataformas digitais. Contudo, apesar de seu potencial para desenvolver habilidades cognitivas e sociais, o uso excessivo pode desencadear efeitos negativos, especialmente no que se refere à saúde mental e à socialização. Assim, é necessário compreender a complexidade dessa relação para mitigar prejuízos e potencializar benefícios.
Primeiramente, é inegável que os jogos eletrônicos podem contribuir para o desenvolvimento de capacidades como raciocínio lógico, coordenação motora e trabalho em equipe, sobretudo em modalidades online cooperativas. Segundo pesquisas da Universidade de Oxford, jogos moderadamente praticados estimulam a criatividade e a resolução de problemas. Entretanto, o uso descontrolado tende a gerar isolamento social, prejudicando interações presenciais essenciais para a construção de habilidades socioemocionais, agravado pela lógica de recompensas instantâneas, que reduz a tolerância à frustração.
Além disso, há evidências de que o uso abusivo de jogos está relacionado a problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o “transtorno por uso de jogos” já é reconhecido como condição clínica, caracterizado pela perda de controle e pela priorização excessiva do jogo em detrimento de outras atividades. Essa dependência pode afetar o rendimento escolar e provocar distúrbios do sono, criando um ciclo prejudicial ao bem-estar dos jovens.
Portanto, diante dos impactos positivos e negativos dos jogos eletrônicos, é imprescindível que medidas sejam adotadas para promover seu uso saudável. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com secretarias estaduais, deve implementar campanhas educativas em escolas que orientem estudantes e famílias sobre limites de tempo e importância de pausas regulares, por meio de palestras interativas e materiais digitais acessíveis. Tal ação, ao estimular o equilíbrio entre lazer e responsabilidades, permitirá que os jogos deixem de ser um risco e se tornem aliados no desenvolvimento juvenil.