Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 15/08/2025
A popularização dos jogos eletrônicos, especialmente a partir da década de 1990, transformou o lazer e a interação social de milhões de jovens no mundo todo. No entanto, no Brasil, apesar dos benefícios ligados ao desenvolvimento cognitivo e ao entretenimento, ainda existem impactos negativos que merecem atenção, como incentivo à violência, dependência digital e redução de interações presenciais. Logo, é necessário analisar não só a negligência governamental, mas também a falta de debate como principais causas.
Com efeito, é válido ressaltar que a inoperância estatal agrava os efeitos nocivos que alguns jogos podem causar. Acerca disso, pode-se citar o filme Free Guy (2021), que retrata como a imersão em um mundo virtual pode influenciar comportamentos e percepções no mundo real. Sob esse viés, é evidente que o Governo não estimula políticas públicas que orientem o consumo saudável desses produtos, o que, por conseguinte, pode intensificar problemas como isolamento social, queda no desempenho escolar e distúrbios de sono. Logo, é urgente tomar medidas para minimizar tais consequências.
Além disso, a ausência de discussões sobre o uso responsável dos jogos contribui para o uso excessivo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a “dependência de jogos” já é classificada como transtorno mental, caracterizado pela perda de controle sobre o tempo de jogo e prejuízos na vida cotidiana. Nesse sentido, como alerta Zygmunt Bauman, na “modernidade líquida” as relações frágeis e a busca por gratificação imediata encontram nos games um espaço propício para se prolongarem, reforçando hábitos sedentários e alienação social. Isso demonstra a urgência de inserir, nas escolas e mídias, campanhas sobre equilíbrio e autocontrole no uso dessas tecnologias.
Portanto, é imprescindível que o Estado, em parceria com desenvolvedoras e instituições de ensino, crie políticas públicas e campanhas educativas que incentivem hábitos de jogo saudáveis, estabeleçam limites e promovam práticas de socialização fora do ambiente virtual. Somente com ações conjuntas será possível garantir que os jogos sejam instrumentos de aprendizado e diversão, e não fatores de risco ao bem-estar físico e mental dos jovens.