Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 12/08/2025

O escritor Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do Caminho”, retrata, de modo figurado, os contratempos que o ser humano sofre em sua jornada. Analogamente, esse preceito assemelha-se à análise dos efeitos que os jogos eletrônicos podem causar nos jovens, visto que, embora tragam benefícios como raciocínio rápido e socialização online, também podem gerar impactos negativos quando usados de forma excessiva. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à ausência de ações governamentais eficazes, mas também à falta de orientação familiar e escolar sobre o uso equilibrado dessa forma de entretenimento.

Diante desse cenário, a ausência de ações governamentais atua como promotora do problema. De acordo com o filósofo Nicolau Maquiavel, no livro O Príncipe, os governantes devem operar em busca do bem universal. No entanto, no Brasil, observa-se a carência de políticas públicas que incentivem o uso saudável dos jogos eletrônicos, como campanhas educativas sobre tempo de tela e segurança digital. Isso contribui para o uso descontrolado, que pode gerar sedentarismo, isolamento social e queda no desempenho escolar.

Ademais, é imperativo ressaltar a falta de orientação como promotora do problema. De acordo com pesquisa da Organização Mundial da Saúde, o uso excessivo de jogos pode levar a distúrbios comportamentais e dependência. Partindo desse pressuposto, percebe-se que a ausência de acompanhamento por parte da família e da escola favorece hábitos nocivos, como noites mal dormidas e perda de interesse por atividades físicas. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a desinformação impede o uso consciente dessa tecnologia.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar os efeitos negativos dos jogos eletrônicos nos jovens, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em programas de conscientização sobre o uso equilibrado dos jogos, através de palestras , oficinas e campanhas em mídias digitais. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do uso excessivo de jogos.