Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 15/08/2025

O avanço tecnológico das últimas décadas não apenas transformou a maneira como as pessoas trabalham e se comunicam, mas também modificou profundamente as formas de lazer. Nesse contexto, os jogos eletrônicos deixaram de ser uma atividade restrita a nichos e passaram a fazer parte do cotidiano de milhões de indivíduos, independentemente de idade ou classe social. Contudo, apesar de promoverem diversão, socialização e até benefícios cognitivos, também podem gerar impactos negativos quando usados de forma excessiva. Dessa forma, torna-se necessário analisar seus efeitos para buscar um equilíbrio saudável.

Ademais, quando utilizados de modo moderado, os jogos eletrônicos contribuem para o desenvolvimento de diversas habilidades. Títulos que exigem raciocínio rápido, planejamento e resolução de problemas, como jogos de estratégia ou de simulação, estimulam o pensamento crítico e a coordenação motora. Além disso, no caso dos jogos online, a possibilidade de interagir com pessoas de diferentes países amplia o repertório cultural, favorece o aprendizado de idiomas e fortalece vínculos sociais, mesmo que em ambientes virtuais. Assim, sob determinadas condições, o ato de jogar pode ultrapassar o campo do entretenimento e atuar como ferramenta de aprendizado e integração.

Entretanto, o uso descontrolado pode provocar consequências preocupantes. A Organização Mundial da Saúde reconhece o “gaming disorder” como transtorno, caracterizado pela perda de controle e pela prioridade excessiva dada ao ato de jogar em detrimento de outras áreas da vida. Esse comportamento pode acarretar prejuízos escolares, dificuldades profissionais e até isolamento social. Além disso, longas horas diante das telas favorecem o sedentarismo, problemas de postura e riscos à saúde mental, como ansiedade e depressão. Logo, é imprescindível que haja conscientização sobre um consumo equilibrado.