Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 12/08/2025
Em 2019, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) revelou que mais de 70% dos adolescentes brasileiros utilizam jogos eletrônicos regularmente. Entretanto, o uso excessivo desse recurso se torna um grave problema. Com efeito, é necessário analisar não só a omissão familiar e estatal, mas também a influência excessiva da tecnologia no desenvolvimento dos jovens.
Diante desse cenário, a falta de acompanhamento por parte da família e do poder público agrava os riscos associados ao uso prolongado dos jogos. Nesse sentido, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o excesso de tempo de tela está relacionado ao sedentarismo, a distúrbios de sono e à redução da interação presencial. Desse modo, embora os jogos eletrônicos também possam estimular habilidades cognitivas, dependem de um uso equilibrado. Logo, cabe ao Estado criar políticas públicas de conscientização, ampliando programas de lazer que incentivem práticas físicas e culturais.
Ademais, a influência excessiva da tecnologia pode modificar comportamentos e afetar a saúde emocional dos adolescentes. Nesse sentido, o filósofo Jean-Jacques Rousseau afirmou que “O homem nasce bom, a sociedade o corrompe”, ideia que pode ser associada à exposição precoce a conteúdos violentos presentes em alguns jogos. Dessa forma, no Brasil, apesar da existência da Classificação Indicativa, muitos jovens acessam produtos inadequados para sua faixa etária, devido à falta de fiscalização e supervisão. Em síntese, a regulamentação e a ação conjunta entre famílias e governo são fundamentais para transformar os jogos eletrônicos em ferramentas educativas, e não prejudiciais.
Portanto, que medidas sejam tomadas para reduzir os efeitos nocivos dos jogos eletrônicos nos jovens. Em vista disso, o governo deve implementar programas educativos sobre uso responsável da tecnologia, por meio de palestras em escolas e campanhas online direcionadas a pais e adolescentes. Assim, com a finalidade de garantir que os jogos eletrônicos sejam usados de forma equilibrada, promovendo o desenvolvimento saudável e evitando prejuízos físicos, mentais e sociais. Ou seja, equilibrando diversão e saúde para assegurar que os jogos contribuam de forma positiva para a formação integral dos jovens.