Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 12/08/2025

No filme Jogador Nº 1, dirigido por Steven Spielberg, é retratada uma sociedade imersa em um mundo virtual, evidenciando a influência dos jogos no comportamento humano. Fora da ficção, é nítido que, embora ofereçam lazer e interação, os jogos eletrônicos também podem gerar efeitos negativos nos jovens. Essa problemática decorre do uso excessivo das telas, bem como da falta de orientação no consumo desses conteúdos.

Dado o exposto, pode-se considerar o uso excessivo das telas como fator prejudicial, uma vez que favorece o isolamento e problemas de saúde. Tal questão pode ser explicada pela teoria da dependência, de Mark Griffiths, que aponta que o uso intenso de jogos provoca sintomas semelhantes aos de vícios. A perda de controle sobre o tempo, a exemplo de jovens que passam madrugadas jogando, prejudica o rendimento escolar e a saúde física. Dessa forma, segundo a Organização Mundial da Saúde, o distúrbio do jogo eletrônico já é reconhecido como condição de saúde mental, contribuindo para quadros de ansiedade e sedentarismo.

Além disso, é notória a falta de orientação no consumo de jogos no que se refere à adequação etária. Nesse viés, a teoria da aprendizagem social, de Albert Bandura, indica que comportamentos observados em mídias podem ser reproduzidos no cotidiano. O acesso a jogos violentos pode normalizar condutas agressivas e reduzir a sensibilidade diante da violência. Dessa maneira, a ausência de filtros e acompanhamento adulto reforça hábitos prejudiciais, o que destoa da função do jogo como recurso educativo e de lazer saudável.

Portanto, é preciso promover o uso equilibrado dos jogos eletrônicos entre jovens, prevenindo danos sociais e à saúde. Para isso, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, deve ampliar campanhas de conscientização sobre hábitos digitais saudáveis, por meio de ações nas escolas e divulgação em redes sociais, a fim de orientar pais e estudantes. Nessa perspectiva, garante-se que os jogos cumpram seu papel de entretenimento e estímulo intelectual, sem comprometer o bem-estar juvenil.