Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?
Enviada em 15/08/2025
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que os impactos negativos que os jogos eletrônicos podem causar nos jovens representam barreiras que dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de acompanhamento familiar e escolar quanto do uso excessivo dessas plataformas por parte dos adolescentes. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a problemática do uso descontrolado dos jogos eletrônicos deriva da baixa atuação dos responsáveis, sejam familiares ou instituições de ensino, no monitoramento dessas atividades. Segundo o filósofo Jean-Jacques Rousseau, o ser humano é moldado pelo meio em que vive, e a ausência de orientação adequada pode potencializar comportamentos prejudiciais. Nesse viés, a falta de limites claros quanto ao tempo e ao conteúdo dos jogos abre espaço para o sedentarismo, o isolamento social e até a queda no desempenho escolar.
Ademais, é imperativo ressaltar a influência da indústria de jogos como promotora do problema. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, o uso excessivo de videogames pode levar à dependência e afetar a saúde mental, especialmente em jovens. Partindo desse pressuposto, observa-se que a lógica de prender o jogador por longos períodos, visando ao lucro, intensifica o vício e compromete hábitos saudáveis, agravando o quadro de impacto negativo. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o consumo desenfreado e sem orientação contribui para a perpetuação desse cenário deletério.
Urge, portanto, a implementação de campanhas educativas e políticas públicas que incentivem o uso equilibrado dos jogos eletrônicos, aliando lazer e responsabilidade. Com isso, será possível reduzir seus impactos nocivos e aproximar a coletividade do ideal de harmonia e bem-estar presente na “Utopia” de More.