Jogos eletrônicos: quais efeitos eles podem causar nos jovens?

Enviada em 16/08/2025

Os jogos eletrônicos, criados como forma de lazer e meio de fuga da realidade, trouxeram diversos benefícios, como o alívio do estresse e o desenvolvimento de habilidades cognitivas, especialmente nos jovens em fase de crescimento. No entanto, esse público tem se tornado o principal alvo de produções que utilizam recursos visuais, narrativos e de recompensa para manter o jogador conectado por longos períodos. A exposição demasiada a esse universo virtual pode gerar impactos negativos à saúde, como isolamento social e dependência, além de problemas físicos, como danos à visão. Nesse sentido, destacam-se dois problemas centrais: o vício dos adolescentes, com seus danos físicos e mentais, e a queda no desempenho escolar e dificuldade de concentração por uso excessivo de jogos.

Primeiramente, é necessário ressaltar que o vício dos adolescentes em jogos eletrônicos causa diversos impactos físicos e mentais. Nesse contexto, uma pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) aponta que quase 30% dos adolescentes brasileiros se enquadram nos critérios do Transtorno de Jogo pela Internet (TJI), um distúrbio que provoca prejuízos emocionais e sociais. Esses resultados acendem um alerta para o uso excessivo de eletrônicos nessa faixa etária, revelando um problema atual que, caso não seja controlado, poderá comprometer a saúde e o bem-estar dos jovens na vida adulta.

Além disso, os jogos eletrônicos também estão relacionados à queda no desempenho escolar e dificuldade de concentração. Nesse cenário, é comum observar adolescentes que passam horas jogando à noite, acordando cansados para estudar, o que prejudica tanto a atenção em sala de aula quanto a entrega de tarefas. Assim, percebe-se que o uso prolongado desses jogos afeta o rendimento e, futuramente, pode comprometer o desempenho no mercado de trabalho.

Portanto, torna-se necessário fomentar mudanças que minimizem os efeitos negativos dos jogos sobre os adolescentes. Cabe ao Ministério da Educação, em conjunto com outros órgãos governamentais, conscientizar os jovens, futuros adultos e trabalhadores, sobre os impactos dos “videogames” na saúde. Isso pode ser realizado por meio de palestras periódicas com especialistas, que explicam os riscos associados ao uso excessivo, a fim de formar indivíduos mais conscientes.